A motivação tem que vir de você mesmo

Data: 13-NOV-2020   |     419

Imprevistos acontecem e você pode escolher entre reclamar da vida e culpar a todos ou seguir em frente e dar o seu melhor. Assim como se você ficar se comparando com o melhor do outro, poderá ficar estagnado, ou então, uma palavra “certa” usada na hora errada pode acabar com toda a sua reputação.

Não estou aqui pra dar lição de moral em ninguém, cada um sabe onde seu calo aperta e seu grau de “carência” no mundo da corrida, mas vamos filosofar sobre o assunto e aceito críticas - mas somente depois de você ler meu texto, heim?

Se você não entendeu a “pegadinha”, abro parênteses:

Publiquei um texto aqui no blog da Keep no início da pandemia e o mesmo precisou ser retirado do ar, pois muitas pessoas me criticaram porque apenas leram o título - intrigante, por sinal - mas foi justamente para chamar a atenção do leitor. Porém, é como eu sempre digo: cada um está num nível de consciência e fazendo o seu melhor. Não adianta eu exigir que o melhor de fulano seja igual ao meu, até porque a vida seria muito sem graça se todos pensássemos da mesma forma. Em contrapartida, muitos que leram o texto “Gratidão, Coronavírus” até o final me agradeceram muito, inúmeras pessoas compartilharam em suas redes sociais e me marcaram porque entenderam que eu não quis romantizar o assunto. Eu apenas dei meu ponto de vista após ter lido e refletido bastante sobre o coronavírus.
Ficou o aprendizado para mim, claro, finalmente entendi o que meu irmão me disse em 2003 quando perdi uma vaga de emprego porque falei a verdade: “A vida é uma mentira, Gabriela. Você tem que falar o que as pessoas querem ouvir e não o que você acha sobre as coisas. Ninguém está interessado em saber a sua opinião”.
Pois é, quase 20 anos depois eu aprendi a lição! Ainda bem que estamos aqui para evoluir, né, o aprendizado nunca tem prazo de validade!

Contudo, a partir desse texto excluído, me fechei novamente na minha casca de caranguejo, típico de uma boa canceriana. Dura por fora e mole por dentro. Me corroí, sofri, adoeci porque fui mal interpretada duas vezes na mesma semana (a segunda vez que me crucificaram virtualmente foi porque postei um vídeo do ex-secretário da Saúde João Gabbardo que dizia que nunca foi proibido caminhar ou correr na rua, desde que respeitássemos o distanciamento social e seguíssemos as recomendações da OMS). A bruxa estava solta para o meu lado, literalmente!

Num ano atípico, vimos inúmeros tipos de pessoas e corredores. E nos conhecemos mais.

Comecei a ouvir justificativas de todos os lados, como: “estava inscrito na minha primeira maratona, mas aí veio a pandemia e meu sonho foi adiado”. Eu sei, eu entendo perfeitamente quando alguém lamenta esse tipo de situação, eu também quero correr todas as Majors, visitar lugares históricos, ter coisas diferentes para contar, conhecer lugares diferentes. E até digo que tudo bem, quem não deu uma leve surtada nessa pandemia?

Mas… Lá vem a Gabs causar polêmica novamente:

E se eu te disser que a pandemia não vai acabar? Você vai ficar até quando sem alcançar seus objetivos ou sem realizar seus sonhos?

Se eu simplesmente AMO os ciclos para maratona, vou ficar esperando uma corrida presencial para realizar ou posso fazer todo o ciclo e encerrar com uma maratona virtual? Aliás, uma observação: A gente treina três, quatro meses na nossa cidade, testamos tudo (tênis, roupas, suplementos) durante o treinamento para pegar a “cereja do bolo” na cidade em que escolhemos fazer a prova. Por que não realizar a corrida no mesmo percurso que treinamos esses meses? É até melhor fazer uma maratona no lugar que estamos acostumados a treinar do que numa cidade (ou Estado, ou país) diferente. Dei toda essa volta ao mundo para “justificar” minhas duas maratonas realizadas na pandemia. Sim, corri 42,195 km em junho para comemorar meu aniversário (tem vídeo no texto “Dicas para correr sozinho - seja sua própria motivação!”) e mais 42,195 km em outubro porque minha querida amiga Patrícia da Lifesporte lançou a primeira Maratona de Bauru virtual e eu não queria ficar de fora!

Nas duas vezes eu corri para MIM, não fiquei anunciando nas minhas redes sociais porque o que eu menos queria era chamar atenção para uma escolha particular.

Já disse em outros textos que faz quase 10 anos que corro sozinha. Esse é o meu momento, a minha meditação em movimento. Aliás, para as 12 maratonas que fiz, 11 treinei e corri sozinha, então não tive problemas com o distanciamento social nessa pandemia.

A corrida é a minha terapia, eu corro ao invés de tomar remédio. Você tem que ser a sua própria motivação, assim como falei nesse texto “Dicas para correr sozinho - seja sua própria motivação!”

Mas é aquela velha história: existem formas e formas de falar e também a hora certa de falar as coisas, pois uma palavra “certa” usada na hora errada pode acabar com toda a sua reputação, como disse no início do texto.

Enumerei algumas pequenas lições no texto “Mês 10 de 2020” e a última lição foi “o cuidado com a nossa saúde física e mental”. E onde quero chegar com isso? Sou embaixadora do blog há quase dois anos e qual é a missão do embaixador? Escrever textos motivacionais para corredores, pelo menos. E isso eu não consegui fazer porque fiquei com muito receio de ser mal interpretada novamente. Por isso que resolvi falar só aqui que corri duas maratonas no meio da pandemia, se você tem afinidade com a minha energia, não irá me julgar por isso, afinal, minha intenção era apenas manter minha sanidade mental e te motivar a fazer o mesmo. Se a corrida me tirou da depressão e mudou a minha vida, pode mudar a sua também! Espero que tenha plantado a sementinha no seu coração de corredor a sempre seguir em frente e dar o seu melhor, independente de status e holofotes. Corra pra VOCÊ e seja sempre a sua própria motivação!

Por fim, deixo um vídeo que postei no meu canal no ano passado com o Sir Mo Farah nos deixando uma lição de vida nos Jogos Olímpicos Rio 2016!



Imprevistos acontecem e você pode escolher entre reclamar da vida e culpar a todos ou seguir em frente e dar o seu melhor! Seja sempre a sua própria motivação!

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Escrito por Marília Gabriela Massetto

Marília Gabriela Massetto, "CorreGabs" 38 anos, esposa do Fábio.
11 maratonas e algumas centenas de medalhas (nunca contei!).
Tenho um canal recente no YouTube em que falo de corrida, energias, mindfulness e mais umas coisas loucas, tudo numa coisa só!
Porque tá tudo conectado!...


        



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